A RAZÃO DO MEDO DO VAZIO

A maioria das pessoas prefere se ocupar com alguma tarefa, mesmo que desagradável. A possibilidade de um encontro com o tédio, a sensação de tristeza, de falta incomodam e são evitados a qualquer custo. Vem a tona também a culpa pelo desperdício de tempo e a sensação de que a cabeça desocupada consiste em uma espécie de perigo. Parte dessa sensação vem da cultura. A moldura capitalista impõe que toda ocupação deve ter uma utilidade; o “cabeça vazia, oficina do diabo” ensina que quando estamos desocupados, o demônio ocupa-se por nós.

Para os gregos, o ócio era bem visto e considerado a gênese da escola — um lugar onde se aprende e se ensina. Aristóteles dizia que o ócio é quando estamos livres da necessidade de trabalhar e temos a oportunidade de pensar na vida. Para os romanos, ócio é otium que significa “estou bem”. Mas a sua boa reputação ficou por aqui. Na sequência, o pensamento judaico-cristão, condenava abertamente o ócio. Foi num momento de ociosidade — quando não seguiu o seu exército — que o grande rei David cometeu o maior do seus pecados. Veio a varanda contemplar o firmamento e viu uma bela mulher. Tratava-se de Bate-Seba casada com Urias. David fez com que Urias fosse morto na frente de batalha para ficar com ela. E os comentadores da bíblia consideram esse episódio como um duplo pecado. Foi o estado de ociosidade que levou David ao pecado.

TENTA-ME DE NOVO

Tenta-me de novo, de Hilda Hilst
Hilda Hilst também é um nome incontornável quando se pensa em amor na poesia brasileira. A escritora paulista escreveu versos que vão desde a escrita erótica até a lírica idealizada.

Quando se pensa em poesia de amor, o mais frequente é que se imagine versos de uma relação jovem. Tenta-me de novo é um dos raros poemas que trata de um amor que já acabou e de um amante que deseja conquistar o afeto de volta.

Tenta-me de novo

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

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Este bloog foi feito para testar minha atividades
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Voltando

Fui blogueira apaixonada durante um bom tempo, porém, com alguns contratempos da vida tive que parar...Agora estou voltando! Como fiquei ...

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